Cinema marginal brasileiro:

No final dos anos 60 iniciava-se um novo movimento (embora, tecnicamente, não tenha sido considerado como “movimento” por não ter uma coesão) no cinema brasileiro: o cinema marginal. Junto com a expansão do super-oito, foram alvos de vários debates. Nesta mesma época, o “cinema novo” estava em vigor.

O cinema marginal brasileiro teve seu início na mesma época em que havia censura e repressão por parte do Estado – o que dificultava ainda mais a exibição no mercado. Muitos eram extremamente contra o esteticismo do cinema novo (que, por sua vez, queria mostrar um Brasil diferente nos filmes, queria implantar um novo cinema brasileiro, muito diferente dos filmes anteriores que mostravam, basicamente, o patriotismo brasileiro), mas os pensamentos dos diretores nessa época eram, digamos assim, extremistas. Apesar disso, cinema novo e cinema marginal eram ambos movimentos em que defendiam a utilização de baixo recurso. O cinema marginal mostrava o lado mais “sombrio” brasileiro. Mostrava os bandidos, os “violões”, não se preocupavam com imagens, cenários e histórias tradicionais, muito menos com a forma esteticista das narrativas.  Além de, é claro, confrontarem o público, de criticarem a sociedade e o governo, de debocharem da chanchada (que, por sua vez, fazia um enorme sucesso até aquela época). Começaram a mostrar um retrato realista  e marginalizado do país. Desenvolveu-se, principalmente, na boca do lixo paulistana (próxima a estação da luz, etc). Os primeiros filmes lançados e que tiveram bastante destaque, foram: A Margem, de Ozualdo Candeias e O Bandido da Luz Vermelha, de Rogério Sganzerla.

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