Resenha: O jogo da imitação (the imitation game):

imitation game

The imitation game (O jogo da imitação, Brasil) é um filme de drama britânico/norte-americano de 1h54min (com estréia no Brasil prevista para 5 de fevereiro de 2015). Foi dirigido por Morten Tyldum, com atuação de Benedict Cumberbatch, Keira Knightley, Matthew Goode, entre outros.

ATENÇÃO: PODE CONTER SPOILERS.

A história é baseada em fatos reais e gira em torno de um brilhante matemático chamado Alan Turing e a colaboração de toda sua inteligência que ajudou a Grã-Bretanha a vencer a segunda guerra mundial, salvando a vida de milhares de pessoas.

O filme tem seu início com policiais britânicos vasculhando a vida de Alan, após terem invadido sua casa. Alan, então, começa a contar sua história de guerra. Aos 27 anos, candidatou-se para uma vaga de serviços secretos da polícia britânica contra a Alemanha nazista durante a segunda guerra mundial. Alan não queria apenas decodificas as comunicações nazistas como estavam recrutando, ele queria decodificar o enigma da máquina alemã que era usada para todos os tipos de comunicações entre os nazistas, e tinha certeza que, caso conseguissem decodificar o “enigma” da máquina, seriam capazes de ganhar a guerra. É aceito no projeto junto com mais quatro companheiros. A máquina em questão teria de ser decifrada em 18 horas após a primeira mensagem interceptada, às 6h da manhã; porque os alemães mudavam as configurações do “enigma” todos os dias, meia-noite em ponto, exatamente para que ninguém mais conseguisse ter acesso às conversas secretas. Alan começa a relembrar do tempo em que estudava e, por ser diferente, era zombado na Universidade; a não ser por um amigo, Christopher, que sempre esteve ao seu lado (que, inclusive, deu-lhe um livro de codificações e ambos utilizavam os “códigos” para se comunicarem), e foi por quem Alan se apaixonou, mas não teve tempo de se declarar, porque após um tempo, Christopher falecera.

Após ter demitido dois de sua equipe, Alan vê-se obrigado a contratar mais pessoas para os ajudar, então decide colocar palavras-cruzadas em um jornal, e quem conseguisse resolvê-la em 10 minutos, seria chamada para um “teste final”. Várias pessoas foram chamadas, mas somente duas conseguiram passar pelo teste final; entre elas, uma mulher: Joan Clarke.  No meio tempo, as autoridades suspeitam que Alan seja um espião soviético – mas nenhuma prova é encontrada. Como Alan não tinha apoio nenhum dos seus companheiros, Joan, que sempre estava apoiando e dando conselhos para Alan, diz que ele deveria começar a ser mais legal com seus colegas de trabalho, não ser tão arrogante; seguindo este conselho, Alan consegue a confiança e o apoio de seus novos amigos. Com a ajuda deles, Alan consegue terminar de projetar sua máquina, mas ela aparece não funcionar completamente, pois não consegue dar nenhum código. Quando tentam demitir Alan, seus colegas ficam ao seu lado e o apoiam. Joan, então, diz que deve voltar para sua casa por ainda não ter marido, então Alan a pede em casamento para que ela continue lá. Até que um dia, em um bar, uma amiga de Joan diz que ela é apaixonada por um alemão, apesar de ele ter uma namorada: ficam intrigados, então, em como ela poderia saber. Ela diz que as iniciais têm das frases sempre começam com as mesmas letras. Alan tem a ideia, então, de colocar as três palavras que sempre aparecem nas mensagens decodificadas, palavras repetidas e previsíveis. Conseguem, então, quebrar o enigma e decodificar as mensagens ocultas. Um dia descobrem que logo haverá um ataque. Hugh diz para avisarem o comandante, mas Alan impede: diz que, se parassem agora, os alemães saberiam que eles haviam quebrado o enigma, encerrariam as comunicações e mudariam todo o design do enigma, e tudo que eles trabalharam em dois anos teria sido em vão;  Peter insiste,  já que seu irmão está no navio, mas é em vão. Decidem manter em segredo, e contar apenas para Menzies, que os ajudaria e pediria mais tempo para o comandante para deixá-los trabalhar.

Alan, descobre então, quem é o espião soviético: John, seu colega de time – mas John ameaça contar para todos que Alan é homossexual; mas Alan conta apenas para Menzies, que, para sua surpresa, já sabia, mesmo antes de tudo isso, e que ele o colocou lá; mas que ele não era tão esperto assim e que eles escolhiam as informações que deveriam ou não serem passadas para a União Soviética – e pede para que Alan passe as informações que devem ser enviadas para a Grã Bretanha e as que devem ser enviadas para a União Soviética. Ainda com o enigma quebrado, eles passavam as informações necessárias de qual ataque deveria ser contido e qual deveria apenas deixar acontecer. Ajudaram os Aliados a ganhar a guerra: de Stalingrado à invasão de Normandie, várias vitórias que seriam impossíveis sem a máquina de Alan. Até que, então, os Aliados venceram a guerra. Alan e seus colegas de trabalho foram dispensados e tiveram todos seus arquivos ligados aos serviços secretos queimados. No final, anos após ter ajudado a guerra, Alan é condenado como criminoso por ser homossexual e as autoridades lhe dão duas escolhas: prisão por atentado ao pudor ou tratamento hormonal; e Alan escolhe a segunda opção. Ele acaba se suicidando após um ano de terapia hormonal, em 7 de junho de 1954, com 41 anos.

Minhas considerações:

O filme é apaixonante, do começo ao fim. É intrigante. As atuações são impecáveis (principalmente do Benedict, que me surpreendeu mais uma vez!) e a história é contada de um modo em que você não consiga prestar atenção em nada mais além do filme. Posso dizer que achei o filme extraordinário, e, na minha opinião, é um forte concorrente a ganhar como melhor filme. Avaliação: 9/10

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