Resenha: Whiplash: Em Busca da Perfeição

whiplashWhiplash (Whiplash: Em Busca da Perfeição, no Brasil) é um filme de drama musical norte-americano de 1h43min (tendo sua estreia no Brasil em 8 de janeiro de 2015). Foi dirigido por Damien Chazelle, com atuação de  Miles Teller, J.K. Simmons, entre outros.

ATENÇÃO: PODE CONTER SPOILERS.

O filme conta a história de Andrew, um menino que sonha em ser um baterista famoso, o melhor de sua geração e que seu nome fique eternizado na história.

O filme começa com Andrew tocando bateria para chamar a atenção do reverenciado mestre do jazz Fletcher que o convida para tocar em sua orquestra principal em Shaffer, a melhor escola de música dos Estados Unidos. Chegando lá, vê que as coisas são muito mais difíceis do que imaginava: Fletcher é um baita de um carrasco, xinga seus alunos, grita e os abusa psicologicamente e Andrew chega até a chorar de nervosismo. Fletcher tenta se mostrar compreensivo com Andrew, de começo, e até pergunta sobre sua família: mas depois usa sua história para torturá-lo psicologicamente. Por conta de todo o estresse e pressão, Andrew começa a treinar em excesso, chegando até a machucar sua mão. Nesse meio tempo, Andrew começa a sair com Nicole, uma garota que trabalhava nos cinemas e por quem ele tinha uma queda; eles conversam sobre a vida e se dão super bem. Após mais ou menos um mês depois que Andrew entrou em Shaffer, eles vão se apresentar para uma competição e Andrew, desatento, perde a partitura de músicas do baterista principal – o que deixa Fletcher furioso. Por sorte, Andrew conhece a música principal, Whiplash, de cabeça, sem precisar de partitura. A partir desse momento, Andrew torna-se baterista principal da banda. Em um jantar com familiares, perguntam como que vai sua vida na banda e o que está fazendo – mas quando Andrew fala, ninguém dá muita atenção, prestam atenção somente nos dois outros garotos, um jogador de futebol americano e um que fará um projeto com a ONU. Andrew se irrita por não darem importância para seu sonho, e começa a discutir com seus familiares: diz que não se importa em ter amigos, que o que ele realmente quer é ficar marcado na história – e menospreza a carreira dos dois meninos, também. Fletcher pega um novo baterista para sua banda, Connolly (que já havia tocado com Andrew anteriormente), e coloca Andrew novamente como substituto. Andrew se irrita e vai tirar satisfação com Fletcher, mas sem sucesso. Irritado com a vida e disposto a se dedicar 100% à sua banda, Andrew termina com Nicole porque diz que não terá tempo de dar atenção à ela, que a única coisa que ele se importa no momento é em seguir seus sonhos.

De volta aos ensaios, Fletcher conta sobre um garoto, Sean, que fora seu estudante e que morrera na noite anterior; mostra sua música emocionante a todos. Em seguida, pede para que comecem a tocar as músicas, mas se irrita por nenhum dos três bateristas conseguirem o tom certo e Fletcher tenta, um atrás do outro, por mais de duas horas, até que Andrew consegue, e Fletcher o faz ficar tocando insistentemente até que suas mãos começam a sangrar, mas Andrew não pára. Graças ao seu esforço, Andrew ganha novamente o lugar de baterista principal. No dia seguinte, eles têm outro concerto, mas inúmeras coisas começam a dar errado para Andrew: primeiro que, no caminho, o pneu do ônibus em que estava fura e Andrew vai correndo até uma loja onde alugam carros, e aluga o primeiro que vê pela frente; quando Andrew finalmente consegue chegar no local combinado, ele vê que esqueceu suas baquetas na loja de aluguel de carros e volta para pegar, mas na hora de retornar à casa de concerto, Andrew sofre um acidente: um caminhão bate em seu carro. Vendo impossível de desistir, Andrew sai do carro, machucado, e ainda consegue andar por dois quarteirões até chegar lá. Chega com a cabeça ensanguentada e terrivelmente machucado, mas diz que começa a tocar.  Infelizmente, Andrew perde as forças e, no meio da música, ele pára de tocá-la. Fletcher, extremamente inconformado, diz que Andrew está fora da banda – e então, ele retruca e parte pra cima de seu instrutor e tem de ser tirado à força. Andrew, é claro, é expulso de Shaffer. Vão atrás dele, contam sobre o caso de Sean (o garoto que morrera), que na verdade ele se enforcou e os pais queriam processar Fletcher por tudo o que ele fez, mas precisariam que alguém confirmasse todo o abuso físico e mental que eles sofrem com o mestre; Andrew aceita, mas com a condição de que será anônimo.

O jovem, então, segue sua vida normalmente, arruma um emprego e, por um tempo, pára de tocar bateria. Após um certo tempo, ele vê um aviso dizendo que Fletcher está tocando com uma nova banda, e vai atrás pra verificar. Fletcher, é claro, percebe Andrew e age como se nada tivesse acontecido, conta que foi mandado embora de Shaffer e até convida Andrew para tocar em uma nova banda que ele está ensaiando, além de ainda dar alguns conselhos sobre a vida na música. Andrew aceita o convite de tocar na banda com Fletcher e até convida sua ex-namorada, Nicole, mas descobre que ela está com outro namorado. Motivado novamente, Andrew vai ao concerto; chegando lá, Fletcher explica como esse festival é importante e que existem pessoas lá de importância no mercado e que, caso alguém erre, jamais conseguirá nada. O que Andrew não sabia, porém, que essa era uma armadilha: ao chegarem no palco, Fletcher conta para ele que ele sabe que foi ele quem denunciou e diz que eles tocarão uma música completamente desconhecida para Andrew. Ele fica completamente paralisado e, após um tempo, tenta tocar alguma coisa, mas não consegue encontrar o tom. Quando a música termina, Fletcher diz que ele não é tão bom assim, e ele levanta e vai embora. Levanta-se, abraça seu pai, resita e volta ao palco: senta na bateria e começa a tocar uma das músicas que conhece, e pede que a banda o acompanhe. Mesmo depois que a música termina, Andrew não pára, nem mesmo quando Fletcher começa a se mostrar furioso, Andrew só continua tocando, tocando e tocando. E só.

Minhas considerações:

Whiplash não é recomendado para quem tem instabilidade emocional, posso dizer. E muito menos pra quem sonha em se tornar músico. O garoto sofre, sofre, sofre e parece que nunca consegue atingir seu objetivo, nem mesmo no final: o filme simplesmente acaba com ele tocando, não mostra que rumo deu sua vida. Mas acho que uma das maiores lições que o filme quer ensinar é que nunca se deve desistir do seu sonho e muito menos deixar o pessimismo entrar na sua mente, seja ele de quem for. É um filme bonito e, apesar de ser musical, não segue muito a linha dos filmes de musicais, na verdade – quando toca a música, é somente ela que ouvimos. Não tem vozes cantando e dialogando, só o som do jazz, o bom e velho jazz. Avaliação: 6/10

 

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