Resenha: Para Sempre Alice (Still Alice)

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Still Alice (Para Sempre Alice, no Brasil) é um filme de drama norte-americano de 1h41min (com estreia prevista no Brasil para dia 26 de fevereiro de 2015). Foi dirigido por Richard Glatzer e Wash Westmoreland, com atuação de Julianne Moore, Alec Baldwin, Kristen Stewart, entre outros.

ATENÇÃO: PODE CONTER SPOILERS.

O filme conta a história de uma prestigiada professora de linguística que, aos 50 anos, é diagnosticada com Alzheimer.

O filme começa mostrando a vida de Alice, sua vida com a família e a profissional. Em uma palestra, já dá sinais de esquecimento. Logo em seguida, mostra seu relacionamento um pouco afastado de sua filha, Lydia, que mora do outro lado do país e tenta uma vida como atriz – mesmo que a mãe diz que ela deveria fazer algo diferente, produtivo e que dê futuro. Na volta, Alice sai para correr e esquece o caminho de volta, se perdendo completamente. Por conta desse problema de memória, Alice resolve ir a um neurologista, que lhe pede que decore algumas coisas. Em seguida, pede que fale sobre sua família e Alice conta como seu pai morreu de cirrose e que perdeu sua mãe e sua irmã em um acidente de carro, quando tinha apenas 18 anos. Ao ver sua memória debilitada, o médico pede uma ressonância pare verificar se há algo de errado.

Já é natal, então Alice e seu marido, John, preparam uma ceia para seus filhos. Mas Alice, novamente, esquece algumas coisas, como, por exemplo: ingredientes da receita, e até que já tinha conhecido, meia hora antes, a nova namorada de um de seus filhos. Alice, então, decide contar para seu marido sobre suas falhas de memória e seu acompanhamento médico e tudo que ela está sentindo, mas seu marido não acredita que seja algum problema de fato. Na sua próxima consulta, seu marido a acompanha e o neurologista dá o diagnóstico de Alzheimer, e ainda diz que é familiar, o que quer dizer, que talvez seus filhos também tenham o gene. Alice decide contar aos seus filhos sobre sua doença e todos ficam chocados; e pede para que eles façam o teste e, para a sua surpresa, sua filha Anna também tem o gene positivo. Alice começa a ficar mais abatida quando se vê, de certa forma, impossibilitada de dar aula, sempre esquecendo os temas e perdendo-se na sala de aula; inclusive, é chamada à reitoria por conta de várias reclamações de alunos, diz que sofre de Alzheimer e acaba sendo afastada de onde leciona. Vendo que seu estado só piora, resolve fazer um questionário de perguntas “simples” e gravar um vídeo dando uma “solução” caso ela não consiga mais responder àquelas questões. No dia seguinte, seu marido a convida para ir correr e Alice diz que sim, mas que precisa ir ao banheiro primeiro; infelizmente, ela não consegue se lembrar onde fica e acaba por urinar em si mesma, e em seguida mal consegue se lembrar onde está.

Após ficar chateada com seu marido por não lhe dar atenção, Alice encontra o diário de sua filha e o lê, o que causa uma discussão com Lydia depois. Dias depois, numa peça que sua filha Lydia fez, Alice vai ao camarim para parabenizá-la, mas, por um momento, esquece também que ela é sua filha, sendo lembrada por Anne. Alice prepara-se (com ajuda de Lydia, mesmo que virtualmente) para uma palestra que dará, mas com dificuldade em conseguir ler seu discurso; a palestra foi sobre sua doença, e, de certa forma, foi um sucesso. Seu marido recebe uma proposta de trabalho para mudar-se de cidade, mas Alice mostra-se contra e diz que queria que seu marido ficasse um tempo com ela. Alice não consegue achar seu celular com as perguntas que deveria responder todas as manhãs – mas só consegue achar um mês depois. Depois que sua filha dá a luz para dois gêmeos, ficam receosos em deixá-la segurar os bebês, mas Alice consegue se virar. Vasculhando seu computador, Alice acha o vídeo que gravara meses atrás. No vídeo, ela diz como sua carreira e sua vida era maravilhosa, e lhe dá uma “ordem”: diz para ir até uma gaveta, pegar as pílulas que tem e tomar todas, sem dizer à ninguém o que está fazendo, mas Alice tem de voltar ao vídeo três vezes até conseguir achar e, quando finalmente vai tomar as pílulas, sua ajudante chega e Alice não vai até o fim. Seu marido resolve mudar-se para trabalhar em outra cidade, mesmo sem o consentimento de Alice; e pede para que sua filha Lydia fique com a mãe na casa. Ambas vão se dando bem, e o filme termina com sua filha lendo um lindo poema à ela.

Minhas considerações:

A história é simples, mas emocionante e bem escrita. É daquelas que toca na alma. A atuação da Julianne Moore é espetacular, sem sombra de dúvidas – mas as atuações de seus companheiros, ao meu ver, deixaram a desejar. Avaliação: 5/5

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