Resenha: Livre (Wild):

wild

Wild (Livre, no Brasil) é um filme de drama biográfico norte-americano de 1h56min (tendo sua estreia no Brasil em 15 de  janeiro de 2015). Foi dirigido por Jean-Marc Vallée, com atuação de Reese Witherspoon, Laura Dern, entre outros.

ATENÇÃO: PODE CONTER SPOILERS.

O filme é baseado em fatos reais e conta a história de uma jovem americana, Cheryl, que depois de passar por muitas dificuldades na vida, resolve largar tudo e ir fazer uma trilha (chamada de Pacific Crest Trail) de mais de 4.200 km: do México ao Canadá, trilhando toda a costa Oeste dos Estados Unidos.

O filme começa mostrando toda a preparação e a dificuldade de Cheryl para a iniciação da trilha. É importante ressaltar que o filme mostra várias “memórias” dela conforme o tempo em que vai passando na trilha. Logo de início, Cheryl pega-se lembrando sobre sua mãe e sua infância. Ao começar a trilha, ela já pensa em desistir: mal consegue armar a barraca; logo depois percebe que também não trouxe o gás certo para aquecer sua comida. Novamente parada, outra memória vem a sua mente: sobre quando sua mãe, Bobbi, era professora na sua escola. Cheryl mal consegue se alimentar pois só anda comendo comida desidratada, até que encontra um caminhoneiro no meio da trilha que o leva para sua casa e oferece comida e água quente. Ela fica com medo do homem, mas depois vê que ele é um bom moço. Começa a ter memórias de seu ex-marido, Paul: sobre a tatuagem que fizeram antes de se divorciarem (o casamento terminou porque Cheryl traiu seu marido diversas vezes). No 12º dia de trilha, encontra Greg com quem conversa e combinam de se encontrar em Kennedy Meadows para descansarem. Novamente lembrando dos fatos, Cheryl conta para sua amiga que está grávida, mas que tirará o bebê por não saber quem é o pai – tendo em vista que ela é viciada em heroína e transa com qualquer um. Com a cabeça de volta na trilha, Cheryl parece estar se dando muito melhor, conseguindo passar por pedras e por lagos sem muita dificuldade, até chegar em Kennedy Meadows e encontrar Greg e seus amigos.

Chegando lá, encontra uma caixa com roupas limpas, comidas e uma carta do seu ex-marido. Almoça, toma banho e Ed a ajuda a tirar o peso extra de sua mochila e ainda dá dicas de ligar para onde ela comprou suas botas e pedir maiores (porque as suas estavam a machucando e arrancando suas unhas). Descobre, também, que terá que fazer desvio porque logo a frente há uma nevasca que torna impossível continuar caminhando. Novamente em suas memórias, Cheryl lembra de quando sua mãe foi diagnosticada com câncer e o quanto isso a devastou e devastou seu irmão. Para voltar à trilha, Cheryl pede carona e um homem a pára para entrevistá-la porque pensa que é uma moradora de rua, mas logo consegue carona. Voltando à trilha, Cheryl vê que ainda há neve onde terá de caminhar, mas não desiste. De novo vem à tona as memórias de sua mãe: na cama do hospital, em fase terminal; e, no dia seguinte quando voltou para o hospital com seu irmão, sua mãe já havia falecido. Ao lembrar dessas coisas, ela desmorona e fica aos berros no meio do deserto. Lembra, também, dos conselhos sobre a vida que sua mãe lhe deu. Chegando a outro ponto, Cheryl recebe outra carta de seu ex-marido e suas botas novas, além de conhecer uma outra mulher que também estava na trilha (até agora, Cheryl não tinha conhecido nenhuma outra mulher que também fazia isso). Conversam e essa moça diz que Greg desistiu da trilha.

Novamente em suas lembranças, Cheryl lembra de quando frequentou terapia por ser viciada em heroína. Lembra mais fundo, quando era criança e seu pai agredia sua mãe por ser viciado em álcool. No meio tempo, ela também escreve em seu diário: sobre sua mãe, seu vício e o sexo sem compromisso. Sua água acaba, sem nenhum rio por perto, até encontrar uma poça d’água pequena e pegar a água, filtrá-la e colocar pílula de cloro para limpar. Enquanto espera fazer o efeito, dois homens aproximam-se e começam a “dar em cima” dela, o que a deixa assustada. Diz, então, que precisa ir embora, mas só vai um pouco mais longe e começa a montar seu acampamento, mas um dos homens retornam e a surpreende. Por sorte, seu outro companheiro o chama, e ele deixa Cheryl em paz. Ela chega, então, na sua última parada: conhece um homem que a convida para um concerto e eles acabam dormindo juntos. Retornando à trilha, faltam apenas 482km para que ela a termine e não vê a hora de isso acontecer. Pára, novamente, em uma loja e pega outras encomendas, onde encontra três rapazes que também estão fazendo a trilha e passa a noite com eles, e de manhã, recebe o café da manhã nas mãos do dono da loja do dia anterior. Chegando no final da trilha, Cheryl conhece um menino pequenino com sua avó, e ele a emociona depois de conversar e cantar uma música para ela. Logo depois, Cheryl consegue chegar na reta final da trilha, e fica extremamente orgulhosa de si e por não ter desistido nem uma vez sequer.  Então conta que, quatro anos depois, conhecera um homem, casaria com ele na trilha e depois teriam um filho e uma filha, que teria o nome de sua mãe, Bobbi.

Minhas considerações:

O filme é emocionante do começo ao fim, fazendo-nos sentir na pele da personagem tudo que ela passou. A atuação da Reese é, sem exagerar, uma das melhores que eu já vi (e olha que já assisti muitos e muitos filmes!). Ela não apenas conta a história da personagem, ela É a personagem – o que tem uma diferença enorme e poucos atores conseguem fazer isso. É um filme que eu recomendo mesmo e estou torcendo para que ela ganhe como melhor atriz no Oscar desse ano! Avaliação: 9/10

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