Resenha: Selma: Uma Luta Pela Igualdade

selma Selma (Selma: Uma Luta pela Igualdade, no Brasil) é um filme de drama biográfico norte-americano de 2h8min (tendo sua estreia no Brasil em 5 de fevereiro de 2015). Foi dirigido por Ava DuVernay, com atuações de David Oyelowo, Tom Wilkinson, Carmen Ejogo, Oprah Winfrey,  entre outros.

ATENÇÃO: PODE CONTER SPOILERS.

O filme é baseado em fatos reais e conta a história de Martin Luther King Jr na liderança das marchas realizadas na cidade de Selma, Alabama, em busca do direito eleitoral igualitário para os negros.

O filme começa mostrando Martin ganhando seu prêmio Nobel da paz, falando sobre seus sonhos e sua família. Logo em seguida, mostra um atentado à quatro garotinhas sendo atacadas, e, posteriormente, mortas, por uma bomba.

Começa a mostrar, então, a dificuldade de um negro em conseguir direito de votar. Mesmo tendo direito por lei, teoricamente, eles não conseguem votar, na prática. Mostra quantas perguntas desnecessárias e ridículas para que lhe deem o título eleitoral. É nessa hora que Martin entra, para dar direito de todos os negros de votar. Numa conversa com o presidente, Martin pede para que não seja negado o direito de votar aos negros; mas o presidente Johnson diz que não pode fazer por enquanto, que terá de esperar para criar outra constituição que dê o direito para os negros, na prática. Martin diz que eles não irão parar até conseguir o que querem. É quando ele vai, então, para Selma, onde as pessoas estão prontas para lutar. Já chegando lá, Martin é recebido de uma maneira nada agradável: recebendo um soco no rosto. Mas não se importa, simplesmente levanta e vai embora. A notícia chega ao presidente, e sugerem a ele que deveriam parar, permanentemente Martin, ou sua mulher – mas o presidente diz que não será necessário. Começam a monitorar a Martin e sua família – além de os ameaçarem constantemente. Martin resolve fazer um discurso convidando os negros para “lutarem” pelos seus direitos, convida-os para protestarem pacificamente; tendo em vista que mais de 50% de Selma era de população negra e que, nem um deles, tinha o direito de votar. A população se exalta e resolve entrar nisso com tudo.

Vão de encontro ao xerife para que lhes seja dado o direito. Param em frente do tribunal e sentam-se, esperando para poder entrarem e se registrarem. O xerife diz que eles só poderiam entrar pelas portas dos fundos, mas Martin diz que não, tendo em vista que a segregação já era ilegal. O xerife se opõe e, de forma violenta, começa a pedir para que todos saiam da calçada e da rua e seus homens começam a chutar, bater em todos que estavam na frente do tribunal. Muitos são presos, inclusive Martin, e a notícia da violência contra negros começa a se espalhar pelo país, inclusive na casa branca. Certa noite, algumas pessoas saem as ruas para protestar e são pegos de surpresa pelos policiais que espancam as pessoas ali presentes e vão atrás de três pessoas que conseguiram fugir, e matam um menino. Martin, então, extremamente revoltado com a situação, vai novamente ao presidente para pedir que lhe apoie, mas novamente, o presidente se recusa. Então, decide marchar de Selma até a capital do estado, Montgomery. Mas a mulher de Martin mostra-se preocupada e indignada, e Martin resolve adiar – mas a população não.

Cerca de 500 negros saíram, então, para marchar. Mas ao chegar na ponte de Montgomery, os policiais estavam fechando o local. Ao ver a aproximação das pessoas, foi dada a ordem de os policiais para atacarem, resultando, novamente em violência e crueldade, com, inclusive, bombas de gás para obstruir a visão dos protestantes. Porém, no local, estava também jornalistas, que noticiaram o ocorrido, causando uma grande comoção da população branca que, por sua vez, decidiu ajudar os negros a conquistar seus direitos. Porém, o governador continua se opondo à população; e o presidente continua tentando impedir que eles marchem novamente. Em uma nova marcha, muitas pessoas se juntam; entre elas, dezenas de pessoas brancas também em apoio e comoção aos negros. Dessa vez, essa nova marcha tem Martin na liderança. Ao chegarem na mesma ponte, Martin sente-se ameaçado; ajoelha, reza e resolve voltar para trás, mesmo tendo o caminho aberto, dessa vez, pela polícia. Muitos começam a o criticar, mas Martin disse que sentiu que seria uma armadilha e fechariam o caminho de volta para Selma, por isso resolveu desistir desta marcha. Após a discussão, um dos brancos que estavam apoiando a marcha, Reeb, foi morto por um grupo de pessoas que eram contra a marcha e os protestantes. Novamente indignado, Martin tenta, novamente, falar com o presidente – sem sucesso. Martin e as pessoas de Selma foram ao tribunal para ter direito de protestar sem a crueldade dos policiais, e para conseguirem fazer a marcha até o final, sem interrupções. Após as discussões, o juri dá o direito de uma marcha de cinco dias, sem policiais para amedrontar e machucar. Depois que o juiz concedeu à população o “direito” de marchar, o presidente tenta conversar com o governador de Alabama para que ele permita, na prática, que os negros possam votar também – mas ele começa com várias desculpas preconceituosas e sem fundamentos. Então, o presidente resolve fazer um discurso em apoio, dizendo que o problema é nacional e não apenas de negro ou sulista; e que todos devem ser aptos a votar, não importa sua cor de pele ou sua raça; e que todos terão direito, a partir de agora, e que conseguirão. Então, muitas pessoas vão às ruas para um novo protesto – dessa vez, imensamente maior que as duas anteriores; com direito a abrigos e paradas até o destino final. O protesto foi pacífico e amigável. Ao chegar no local, Martin, novamente, dá seu famoso discurso “I have a dream”, encorajando os negros a não desistirem de seus direitos. Cinco meses depois, o presidente Johnson assinou a lei do direito ao voto, de 1965, com Martin ao seu lado. Infelizmente, quatro anos depois, momentos antes de uma marcha, Martin foi assassinado por um segregacionista do sul.

Minhas considerações:

O filme, apesar de ser um pouco cansativo, é extremamente emocionante e comovente. A atuação de David é espetacular, verdadeira e inigualável. Todos os envolvidos souberam, muito bem, passar a emoção, a dor e a aflição do momento em que estavam vivendo. A história é muito bem escrita, com detalhes e informações e é um grande concorrente ao Oscar desse ano! Avaliação: 7/10

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