Resenha: Perdido em Marte (The Martian)

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The Martian (Perdido em Marte, no Brasil) é um filme de ficção científica norte-americano de 2h22min (tendo sua estreia no Brasil em 1 de outubro de 2016). Foi dirigido por Ridley Scott, com atuação de Matt Damon, Jessica Chastain, Michael Peña, Naomi Scott, Kristen Wiig, Jeff Daniels, entre outros.

ATENÇÃO: PODE CONTER SPOILERS.

O filme se inicia com os astronautas em Marte para uma missão espacial. Entretanto, após um período firmes em solo, uma tempestade ameaça a aeronave, então são obrigados a partir. Porém, na verificação antes de partirem, Mark Watney é atingido por uma peça e desmaia. Estava tudo escuro e seus colegas não o encontraram no meio da tempestade. Por conta da fortíssima tempestade, a aeronave perde sua estabilidade e ameaça virar; a capitã, então, sem saída, decide abandonar o local e acabam por deixar Mark para trás.

Porém, Mark sobreviveu. Ao acordar depois de ter desmaiado, Mark se vê sozinho: a aeronave foi embora e não sobrou nada além do Hab. Ao se ver deixado para trás, Mark começa a buscar formas de sobreviver: Marte não possui terreno propício para plantação, então ele pega terra e planta dentro do alojamento que existia em Marte, com todos os itens necessários para sobreviver. A estratégia de sobrevivência de Mark é incrível: ele junta os elementos necessários para fazer vapor e, consequentemente, ter água; também raciona comida e reaproveita seus dejetos fecais. Mark tenta, de toda forma, manter sua sanidade: assiste filmes, ouve música e faz vídeos relatando seu dia. Enquanto isso, na Terra, Vincent Kapoor tenta convencer o diretor da NASA a voltar para Marte para recuperar os itens que ficaram em Marte e, quem sabe, resgatar o corpo de Mark e trazer para a Terra – mas o diretor se nega. Kapoor, então, passa as coordenadas de onde estava a tripulação para verificar se houve alguma modificação e eis que algo estranho acontece: de acordo com as imagens de satélite, o Hab se moveu. Parecia impossível que isso acontecesse, mas graças a isso, descobriram que Mark, de fato, estava vivo. Mark, então, precisa pensar a longo prazo: ele precisa chegar à cratera, onde a próxima espaçonave pousará, em alguns anos. Ele começa a se locomover até o local – e nisso NASA já está de olho, e Kapoor deduz para onde Mark está indo. Ele pretende, sim, chegar até ARES 4, mas antes disso precisa fazer contato com a NASA, porque, apesar de suas batatas terem crescido saudáveis e sua plantação ter dado certo, ele precisa contactar de alguma forma. Então, ele decide desenterrar um equipamento de contato que foi enterrado em Marte há anos para, de certa forma, conseguir contato. E consegue. Através de hexadecimal, eles conseguem se comunicar e, desta forma, a NASA ajudou a melhorar o Rover para fazer pathfinder voltar a funcionar e assim, conseguirem se comunicar melhor. Tudo funciona bem, Mark se comunica com sua tripulação, conta como está fazendo para sobreviver e NASA o orienta sobre os procedimentos que farão para o resgatar e o manter alimentado. 

Tudo está dando certo. Até que não dá mais. Graças a um mal funcionamento do Hub, ele explode. Mark quase morre (de novo) e toda sua plantação foi perdida. NASA já estava com sua agenda marcada para retirar Mark de lá próximo do sol 900, mas terão que tomar todas as medidas para adiantar o processo. Demorará bastante até tudo ficar pronto para retirarem Mark de lá – e não há mais plantação. É ai que Rich Purnell tem uma ideia: ao invés de levar uma outra tripulação, a sua antiga tripulação poderia dar a volta na Terra e usar a gravidade para voltar para Marte e resgatar Mark – mas a NASA não aceita a ideia. Continuam, então, tentando de suas formas convencionais. Lançaram um foguete, mas ele explodiu. As esperanças começaram a despencar. Até que a China resolve ajudar e ceder um foguete deles que já está pronto. Depois de tanta negação, contam para a tripulação sobre a tática de Purnell, e eles decidem por fazê-lo e ir atrás de Mark. Mark tem a missão de ir para a cratera para conseguir ir até a superfície com um foguete que estava esperando para a missão do ARES 4. Entretanto, para diminuir o peso do foguete, Mark terá que tirar janelas, teto, qualquer coisa que faça peso – e substituir tudo por uma espécie de lona. Ele, então, entra abordo. Apesar de todo o esforço, seu foguete não viaja tão rápido quando necessário e eles precisam aumentar a velocidade da espaçonave. Depois de cenas emocionantes e de muitos obstáculos, Mark fura seu traje e consegue acelerar sua velocidade. A comandante, por fim, consegue pegar Mark e resgatá-lo e eles conseguem retornar a Terra.

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A história é envolvente e emocionante do começo ao fim. Desde Interestelar um filme desse gênero não me emocionava tanto. O filme é tão sensacional que você nem sente quando o filme acaba – simplesmente fica em êxtase olhando para o nada, refletindo o que acabou de assistir. A mistura da atuação espetacular de Matt Damon em conjunto com a direção cheia de técnicas de Ridley Scott, fizeram esse filme virar um dos mais aclamados da atualidade. O mise en scène do filme é simplesmente perfeito. O trabalho do continuista também merece parabéns: houveram pouquíssimos erros de continuidade. Devo destacar alguns pontos importantíssimos para a qualidade do filme: primeiro, a fotografia: planos que se adequam a cada momento, encaixando-se perfeitamente – além disso, a lente usada dá um toque de emoção ao filme. Segundo, a direção de arte: que empenho! Os figurinos impecáveis, a cenografia tão real que te confunde de que a história não é verdadeira – todos os detalhes posicionados em perfeita sintonia. Além disso, os objetos de cenário feitos numa réplica inigualável. Terceiro, a edição: todo o toque avermelhado do deserto que foi dado na parte de edição, faz com que sentimos como se estivéssemos realmente em Marte. O contraste da coloração na parte externa e interna, proposital para que percebamos a diferença do mundo da “terra” e o mundo em outro planeta. Quarto, as trilhas sonora e musical: fantásticas! Tudo combinando perfeitamente com seus momentos. E quinto: a preparação de Matt com Ridley que deram todo o toque de realismo no filme. Avaliação: 10/10

THE MARTIAN

Indicado ao Oscar nas categorias:
Melhor Filme | Melhor Ator | Melhor Roteiro Adaptado | Melhor Direção de Arte | Melhor Edição de Som | Melhor Mixagem de Som | Melhores Efeitos Visuais

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