Resenha: A Grande Aposta (The Big Short)

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The Big Short (A Grande Aposta, no Brasil) é um filme de comédia dramática biográfica de 2h11min (tendo sua estreia no Brasil em 14 de janeiro de 2016). Foi dirigido por Adam McKay, com atuação Christian Bale, Steve Carell, Ryan Gosling, John Magaro, Finn Wittrock, Brad Pitt, entre outros.

ATENÇÃO: PODE CONTER SPOILERS.

O filme é baseado em fatos reais e conta a história sobre a queda imobiliária dos anos 2000. O filme tem seu início com Jared narrando como era a vida, os bancos, as hipotecas, etc. Até chegar Lewis, com ideias de aumentar cada vez mais os impostos em cima do mercado imobiliário, afinal, como ele mesmo disse “quem não paga as hipotecas?. E aí eles estavam fazendo milhares de títulos e ganhando muito, mas muito dinheiro. Até que, em 2008, tudo foi abaixo: a falência imobiliária americana, mais de 5 milhões de desempregados, milhares de pessoas desabrigadas; uma verdadeira crise nos Estados Unidos. E ninguém conseguiu prever que isso aconteceria. Aliás, algumas pessoas conseguiram, enquanto todos estavam festejando e vivendo com o dinheiro da indústria fraudulenta, alguns conseguiram ver a mentira e a farsa que se instalava no coração da economia mundial: Michael, Jared, Mark, Ben, Jamie, etc.

A começar por Michael, ele viu uma enorme falha e decidiu, então, ir até o banco e fazer um acordo milhonário com eles em caso de queda imobiliária. Todos riram dele, e fizeram o acordo felizmente. Seus superiores acharam um absurdo, e ele disse que tinha certeza do que estava fazendo porque ele viu uma falha que comprovava matematicamente a queda. Outras pessoas também ficaram sabendo, entre elas, Jared. Jared decidiu que também faria acordo para receber inúmeras vezes mais depois de que a matemática funcionasse. E aí, ele foi até a Mark, que sofria de vários problemas: perdera seu irmão e estava extremamente instável. Mark, de primeira, achou um absurdo. Mas aí Jared se explicou: não eram somente as casas mais caras que poderiam quebrar o mercado, mas as menores de povos mais pobres. Quando o mercado quebrasse, as pessoas ficariam sem empregos e, consequentemente, não conseguiriam pagar. E aí quebrariam o mercado imobiliário. Mark achou um absurdo, mas começou a pensar que tudo faria sentido; e decidiu também que ele investiria. Mark resolveu investigar mais a fundo: foi até lugares em que os corretores iam para, então, conversar sobre. De início, achou que eles estavam confessando de que, de certo, exploravam os mais pobres com juros exorbitantes que os deixariam endividados e teriam de pegar cada vez mais empréstimos do banco. Para eles, era infalível. E aí que ele viu que não estavam confessando, e sim, gabando-se. Jamie e seu sócio também entraram no negócio e investiram, com a ajuda de Ben que, mesmo aposentado, conseguiria orientá-los melhor sobre o assunto.

Todos continuaram a falar que eles estavam errados e que isso daria errado e eles perderiam muito dinheiro. Até que, três anos depois, tudo veio abaixo: o mercado quebrou. A economia quebrou. Pessoas ficaram desempregadas e desabrigadas. Começaram a culpá-los pela queda, tendo em vista de que eles estavam esperando por isso. Mas na verdade, os grandes violões nessa história toda eram: o mercado imobiliário e os grandes bancos, todos sempre querendo extorquir dinheiro dos mais pobres e cobrar juros absurdos e impossíveis de serem quitados.

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O filme tem uma bela narrativa e é, de certa forma, bastante didático: os atores conversam com as câmeras, explicando os detalhes da história, além de usar personalidades famosas da mídia para, também, explicar os fatos. Apesar disso tudo, o filme pouco fala sobre os termos técnicos – se você não souber e não for procurar uma explicação no Google, você não vai ficar sabendo; o filme não te conta. As atuações foram ótimas, o que não era pra menos, tendo em vista o elenco do filme. Entretanto, os detalhes técnicos do filme pecam e muito: a montagem e a forma com que a edição corta os takes é extremamente falho: não tem nenhum cuidado em manter a continudade, é simplesmente cortado e um outro take não necessariamente com o mesmo enquadro e com as mesmas posições anteriores. Não teve nenhum cuidado com isso. A continuidade da direção de arte também peca e muito: enquanto uma cena mostra um ator segurando algo, na outra cena já mostra ele pegando novamente este objeto. Sem contar que, claro, a fotografia é extremamente comum. A Grande Aposta está sendo cotado como o possível ganhador do Oscar de melhor filme e eu, sinceramente, não entendo o porquê. O roteiro é bom, sobre um tema interessante, mas é bastante confuso e cheio de informações, todas embaralhadas. A direção soube, ainda, fazer com que o roteiro fosse passado de forma a ser bem entendida no filme, mas mesmo assim, existem muitas falhas no filme que pecam e acabam tirando o crédito das outras. Avaliação: 7/10

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Indicado ao Oscar nas categorias:
Melhor Filme | Melhor Diretor | Melhor Roteiro Adaptado | Melhor Montagem


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